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“Alunos de Educação à procura de novas saídas profissionais”

Junho 9, 2011

A consultadoria familiar, a mediação social ou o acompanhamento social de minorias sociais em risco devem ser considerados como “novos espaços de intervenção” dos licenciados em Educação, defendeu ontem o presidente do Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho. Leandro Almeida apontou, na sessão de abertura das XI Jornadas de Educação, o empreendedorismo como ferramenta fundamental para ultrapassar os problemas de empregabilidade dos alunos formados nesta área.

O presidente do IE anunciou que vai ser activado um observatório de emprego para acompanhar a transição dos finalistas em Educação para o mercado de trabalho, alertando para a urgência em se encontrarem “outros factores de empregabilidade, sob pena” do curso ser “penalizado em próximas avaliações”.

As XI Jornadas de Educação, subordinadas ao tema ‘Nos trilhos do futuro e do empreendedorismo’, são organizadas pelo Núcleo de Estudantes de Educação da Universidade do Minho (NEDUM), cujo presidente, António Cunha, constatou que a “Universidade do Minho tem descurado o lóbi com vista ao reconhecimento da licenciatura” junto de instituições públicas.
O representante dos alunos da Licenciatura em Educação considerou que este curso “está aprisionado a um contexto regional”.


A este propósito, Gomes, docente e ex-presidente do IE, alertou para os obstáculos legais que existem à contratação de licenciados em Educação pela Universidade do Minho por parte de câmaras municipais, escolas e serviços sociais públicos.
De acordo com este docente, a presidência do IE deverá proceder à identificação desses obstáculos e combater as situações em que “os nossos alunos são literalmente afastados por não terem formação docente”.
A licenciatura em Educação precisa de mais “visibilidade social”, alertou Carlos Gomes, que lamentou nunca se ter feito nada para a “publicitar cabalmente”.
A directora do curso de Educação, Custódia Martins, constatou, também na sessão de abertura das XI Jornadas, que “a formação de banda larga” proporcionada aos alunos é uma “riqueza” e, ao mesmo tempo, um grande “desafio”.

Os licenciados nesta área devem ter “capacidade de arriscar, de abrir novos caminhos”, ou seja, serem empreendedores. O presidente do NEDUM apontou as jornadas, que prosseguem durante o dia de hoje, como “um ponto de viragem contra a passividade dos alunos” que não devem “estar à espera que o emprego lhes bata à porta”, sobretudo num contexto socioeconómico muito desfavorável.

in. 2011-06-08 – Correio do Minho. autor:José Paulo Silva

3 Comentários leave one →
  1. Junho 9, 2011 7:50 pm

    Olá a todos/as,
    Desde já, lamento não ter estado presente nas X Jornadas dado a motivos profissionais. De qualquer forma, pelo que leio a discussões são bastantes pertinentes. Estando em contexto de estágio, sublinho que, temos que ter a capacidade de ser empreendedores, pois isso é que nos “desmarca”. Quero acrescentar que neste campo, para um verdadeiro Técnico Superior de Educação não há trabalhos das 9h às 17horas.
    Parabéns pela iniciativa.

    • Agosto 25, 2011 4:05 pm

      Por mais que os alunos procurem “criar condições” de empregabilidade (até porque é da vida deles que se trata…),acabam sempre por colidir com um profundo desconhecimento por parte das entidades publicas/ privadas/ etc. sobre a existência/ fundamentos da própria licenciatura… Lamento a inércia, a passividade, a demagogia da U.M em relação a esta matéria. É bem certo que uma licenciatura não é sinónimo de trabalho nos tempos que correm. Contudo remeter a pouca empragabilidade da licenciatura para a “passividade” dos ex-alunos é bem revelador da estreiteza de horizontes…

  2. Junho 9, 2011 7:51 pm

    Olá a todos/as,
    Desde já, lamento não ter estado presente nas XI Jornadas dado a motivos profissionais. De qualquer forma, pelo que leio a discussões são bastantes pertinentes. Estando em contexto de estágio, sublinho que, temos que ter a capacidade de ser empreendedores, pois isso é que nos “desmarca”. Quero acrescentar que neste campo, para um verdadeiro Técnico Superior de Educação não há trabalhos das 9h às 17horas.
    Parabéns pela iniciativa.

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